Programa Latitude na FURG FM 106,7, segudas às 20h com reprise às quartas-feiras às 17h.








Paulo Mattos é paulista e reside em Rio Grande desde 1999, quando chegou à FURG para cursar biologia. Possui graduação em Ciências Biológicas - Bacharelado (2004), mestrado em Oceanografia Biológica (2007) e atualmente é bolsista de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Biológica da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e Instrutor de Mergulho Autônomo e de Primeiros Socorros pela certificadora americana National Association of Underwater Instructor (NAUI).

Tem experiência na área de Oceanografia e Mergulho Autônomo, com ênfase em Oceanografia Biológica, atuando principalmente no seguinte tema: ecologia de mamíferos marinhos, fisiologia animal e mergulho científico. Formou-se instrutor de mergulho recreativo em 2008, mas vem atuando no ensino do mergulho desde 2005, auxiliando na disciplina de mergulho do curso de oceanologia da FURG.

Os temas abordados pelo blog serão principalmente sobre meio ambiente, mergulho nas mais diversas áreas de atuação e um pouco sobre oceanografia; além de notícias atualizadas sobre esses e outros assuntos.


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03/08/2010
Austrália tem a maior biodiversidade marinha do planeta

Os oceanos ao redor da Austrália têm a maior diversidade de vida marinha do planeta, mas o Golfo do México, agora ameaçado por um vazamento de petróleo, também é uma das cinco regiões mais ricas dos mares da Terra.

Mesmo antes do vazamento de abril, o golfo já era listado como ameaçado, de acordo com a mais recente atualização do Censo da Vida marinha, lançada nesta segunda-feira, 2.


Mark Costello do laboratório Leigh Marine, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, comentou que agora parece que "o golfo está mais ameaçado do que pensávamos".

As regiões onde a variedade de vida está mais ameaçada tendem a ficar nos mares mais fechados, como o Mediterrâneo, Golfo do México, as plataformas continentais da China, o mar Báltico e o Caribe, diz o novo estudo, concluído antes do vazamento.

"O mar de hoje está em apuros", disse a bióloga Nancy Knowlton, da Smithsonian Institution, líder do projeto de recifes de coral do censo. "Seus cidadãos não têm voto em nenhum país ou organismo internacional, mas estão sofrendo e precisam ser ouvidos".

O pesquisador Ron O'Dor acrescenta que "há uma diversidade enorme debaixo d'água. O oceano não é apenas esse lençol azul de celofane. Metade do oxigênio que respiramos é produzido no oceano, e ignoramos o que ocorre lá por nossa conta e risco".

O censo, que dura já uma década, deve ter seu relatório final divulgado em outubro, na Inglaterra. A atualização mais recente está na edição desta segunda-feira do periódico PLoS ONE.

O relatório revela que o Golfo do México, onde há intensa atividade em andamento para limpar um enorme vazamento de petróleo, é a quinta das 25 regiões do planeta com maior diversidade de vida marinha.

O golfo tem 15.374 diferentes espécies identificadas até agora. Isso representa uma média de pouco mais de 10 espécies por quilômetro quadrado.

Águas australianas têm o maior número de espécies, com 32.889, seguidas pelas do Japão, com 32.777. Em seguida vêm China, 22.365, e o Mediterrâneo, com 16.848.

 

Peixe-dragão, um dos componentes da biodiversidade marinha australiana. Julian Finn/AP



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